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O EFEITO BORBOLETA


Existe uma teoria do caos que se chama efeito borboleta, e no mercado financeiro ela funciona muito bem.
 De acordo com a teoria do efeito borboleta, o bater de asas de uma simples borboleta por aqui pode provocar um furacão lá longe, numa parte distante do planeta. Parece loucura, mas na economia isso também ocorre com frequência. Não raro, uma decisão ou um evento num país do outro lado do mundo afeta fortemente nossos investimentos no Brasil.
A explicação está na própria dinâmica da economia global, em seus ciclos de crescimento e na conexão das finanças mundiais.
Baseando-se nisso, citarei alguns fatos ocorridos durante essa jornada como investidor.


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2008

A crise de 2008, conhecida por subprime, onde o credito de risco estava altíssimo, foi um caso em que esse evento se mostrou nitidamente, pois o Brasil estava surfando a onda do crescimento com PIB acima de 3% e o grau de investimento do país era elevado, mas os sinais eram de que o país desenvolvido EUA estavam à beira do colapso financeiro imobiliário. A Crise aconteceu, lá e aqui.
 E o Brasil o que tem a ver com isso? Desde então, quando começou o zumzum no mercado de que uma bolha estava prestes a estourar por lá, os investidores estrangeiros já começavam a retirar seus dólares investidos aqui depois de terem surfado um ciclo muito bom de 2002 a 2008, quando o índice saiu de 8.500 pontos para 74.000 pontos. O presidente na época, Lula, dizia que esse tsunami iria ser apenas uma “marolinha” por terras tupiniquins.

Fonte: Advfn

2009


Logo em seguida, vimos a recuperação dos preços dos ativos corrigir rapidamente, formando um fundo em novembro de 2008 próximo dos 37600 pontos, seguido de uma forte recuperação a partir de fevereiro de 2009, atingindo 70650 pontos.
O tombo por lá foi grande, muita gente quebrou, mas aqui as empresas ainda estavam tendo muita lucratividade e pagando excelentes proventos. O mercado foi rápido e reajustou os preços, pois  no dito popular dos investidores, “cotação segue o lucro”.
Fonte: Google

DE 2010 A 2015

E aí o país do futuro voltou para o passado quando vieram à tona escândalos de corrupções, pedaladas fiscais, juros altos, déficit, desaceleração econômica etc... Só coisa ruim. Talvez tenha sido uma das maiores crises na história do país.
Enquanto isso, na terra do tio Sam, os EUA começam uma recuperação fortíssima, um ciclo de crescimento do PIB trimestre por trimestre, ano após ano, e nós? Um passo para a frente e dois para trás.
Enxergando o lado positivo, até que os ativos se comportaram bem, pois, tirando algumas commodities, as empresas tiveram um período de boa lucratividade e seguraram o índice, principalmente o setor financeiro, caso não lembre, click aqui

CAUSA E CONSEQUÊNCIA 

Um caso que ilustra bem essa questão e que está no foco das atenções é a iminência da elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve, o FED, banco central americano. A perspectiva de uma alteração na taxa básica dos Estados Unidos está mexendo com os mercados por toda a parte, inclusive no Brasil.
O conceito de efeito borboleta torna-se importante no mundo das finanças à medida que a globalização continua a aumentar e os mercados de capitais se conectam. A volatilidade em uma pequena área dos mercados internacionais pode crescer rapidamente e sangrar em outros mercados, e um soluço em um canto dos mercados internacionais pode ter consequências globais. As melhorias em tecnologia e o acesso mais amplo à Internet aumentaram o grau em que os mercados internacionais se influenciam. Isso levou a mais episódios de extrema volatilidade do mercado.
Em maio do ano passado (2018), logo que o FED elevou os juros, começou uma retirada de capital estrangeiro, pois sabendo que aqui teríamos um ano de eleições, os gringos preferiram desinvestir aqui e investir em títulos do governo do pais desenvolvido. Logo em seguida todo o ceticismo se instalou no Brasil.
Fonte: Clube do Pai Rico

O EFEITO BORBOLETA NA TAXA DE JUROS

Depois dessa batida de asa de forma globalizada, existe o efeito borboleta interno ou microeconômico, que são as oscilações de mercado no curto prazo, o que abre uma janela de oportunidades bem interessante.
Ao fim do ano de 2018, as projeções econômicas mostraram que a expectativa é de um crescimento de PIB a 2,5%, e um IPCA controlado em 4%. Com isso, a taxa Selic tende a se manter nos 6,5% e as projeções já estão dando sinal de 7% ao fim de 2019.
Com um estudo mais elaborado, percebe-se que este efeito faz com que a renda variável fique mais atrativa, pois os títulos do tesouro IPCA +juros (NTNB de cinco anos) estão caindo e fazendo com que o Dividend Yield dos ativos de renda variável fiquem mais atrativos nesse período.
Através do radar divulgado pelo nosso amigo Egbert, do site Palafiita, se não o conhece, clique aqui, os indicadores se cruzam de forma muito interessante, pois, com os juros (premio) da NTNB 2024 caindo e com o Yield dos Fundos imobiliários do radar se ajustando de acordo com os contratos, existe um spread (diferença entre NTNB x DY) muito atrativo, algo em torno de 3,5%. É um prêmio bem interessante, o maior em 12 meses, conforme o gráfico abaixo.

Percebe-se que durante as eleições e a indecisão generalizada, os juros dos títulos chegaram a ser negociados próximos de 6%, quando o spread estava pouco interessante, pois o título do tesouro é soberano e tem o risco muito menor que um ativo de renda variável. Nesse período o spread era de 2,5%, ou seja, o mercado pagava pelo risco na NTNB, mas não tinha muita oferta pelos FIIs.
Hoje estamos vendo o contrário, o título com vencimento mais curto está abaixo dos 4.5% e a média do DY do radar está acima de 8%, fazendo com que a média na diferença fique em 3,5%. Com isso os FIIs se tornam mais atrativos e o mercado agora paga por essa diferença interessante. É o que estamos vendo nesses últimos dias onde o IFIX (índice de fundo imobiliário) rompeu o topo anterior em 2.374 pontos de abril/2018, para próximo dos 2.400 pontos, ou precisamente 2.395 pontos. O mercado está pagando essa diferença no spread.

Fonte:  Advfn

CARO, BARATO, ESTICADO OU ATRATIVO?

Esse foi mais um estudo que realizei no dia 31 de dezembro, enquanto a Matrix da classe Média se preparava para o maior evento do ano: O Réveillon.
O estudo comprova que o sentimento de mercado é percebido com o uso das ferramentas corretas e com a realização de boas análises.
Esse é um efeito borboleta típico, onde a curva de juros vai para um lado e causa um efeito contrário em outras classes de ativos, no caso da renda variável e nos fundos imobiliários são os que mais sentem esse tipo de movimento.
Volto a repetir que está aberta uma janela interessante de oportunidades. O meu termômetro de mercado (pessoas nas redes sociais ou grupos que participo) deduzem que o mercado está caro ou esticado, e no estudo cito que está atrativo.
A análise de caro ou barato é pontual, cabe para ativos específicos em conjunto com seu setor de atuação, pois o mercado está passando por um bom momento e as projeções para os próximos anos são promissoras. Nesse sentido o que está caro hoje pode ficar mais caro amanhã. Nós investidores que não somos profissionais, temos que desenvolver estratégias para se impor perante o mercado,  pois, ele muda da euforia para o pânico num estalo de “Thanos”.

“ O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros. ” - Alvin Tofller

Saimon_Rijo

OBSERVACOES:

Segunda feira, 21/01, as 21:00 horas estarei participando da live do Dica de Hoje com Daniel Nigri. Como fui aluno da primeira turma do curso Geração de Renda, ele me fez o convite para falar sobre as estrategias aprendidas e praticadas. Como obtive um retorno interessante e publiquei através do artigo anterior, se você não teve a oportunidade de ler, clique aqui, eu tive o prazer de aceitar este convite.


O curso é bem interessante, pois é de fácil entendimento e as estrategias são bem objetivas, como o próprio nome diz, geração de renda, ou seja, construir um portfólio que vá te gerar uma renda passiva ao longo do anos. Também é ensinado estrategias para períodos de drawdown dos ativos, e ajustes de preço médio para abater na tributação, alem de todo feedback em grupo que ele passa junto com a equipe do Dica de Hoje. Os ensinamentos são para as pessoas que ainda não sabem o que fazer e como se comportar na bolsa de valores, recomendo este curso, mesmo aqueles que já entendem e ou já tem uma estrategia podem ter ótimos insigths.

Segue link de divulgacao com depoimento de alguns alunos: Curso Geração de Renda - Turma II

ATENÇAO
Se você deseja receber mais artigos como esse ou informações ao decorrer da semana sobre mercado, alem de promoções do site 500 pratas clique aqui e cadastre seu e-mail.

O radar citado neste artigo também se encontra na plataforma para membros gold do Dica de Hoje, se ainda não o conhece clique aqui.

Sobre precificação de ativos de renda variável em relação ao juros, também é ensinado no curso Investidor 500 Pratas, caso haja interesse clique aqui

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CONTATO: 

Encontre-nos no Telegram:  https://t.me/Canal_500_pratas

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@saimonrijo no telegram












Comentários

  1. Obrigado Saimon! Ótimo artigo! Informações relevantes que agregam valor ao nosso conhecimento!

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  2. Sempre contribuindo. Obrigado Saimon!

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    Respostas
    1. isso ai, o que estiver dentro do meu conhecimento tentarei ajudar!

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  3. Legal, agora para de encher o saco empurrando link de afiliado no telegram, como se ninguém percebesse sua intenção

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